Interests
Zoo, Travels, Movies, Directing, Playing Piano, Friends, Making Out, Music, Clothes, Posters, Writing, Singing, Dancing, Driving, Stereotypes, My Lesbian Lovers, My Wife, Mushrooms, Crud Cheese With Pumpkin Sweet... http://tudotretas.blogspot.com
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Favorite Music
SOUNDTRACKS, The Dresden Dolls, Amanda Palmer, Regina Spektor, The Cranberries, Yann Tiersen, Tori Amos, Alela Diane, Bon Iver, Feist, Portishead, Beirut, Björk, The Cinematic Orchestra, Sigur Rós, Bond, Angelo Badalamenti, Amália Rodrigues, Suzanne Vega, Julee Cruise, Philip Glass, God Is An Astronaut, Clint Mansell, um pouco de tudo o resto.
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Favorite Movies
The Rocky Horror Picture Show, Delicatessen, Disney's The Beauty And The Beast, The Piano, Trainspotting, The Truman Show, Malèna, Requiem For a Dream, Battle Royale, Monster, Dancer In The Dark, Donnie Darko, Mulholland Dr., Sen To Chihiro No Kamikakushi, The Hours, Secretary, Dogville, Swimming Pool, Lost In Translation, The Eternal Sunshine Of The Spotless Mind, The Village, Mysterious Skin, La Marche de L'Empereur, V For Vendetta, Hard Candy, Walk The Line, Transamerica, Breakfast On Pluto, La Science des Rêves, This Is England, The Fountain, Notes On a Scandal, Marie Antoinette, Little Children, Volver, Shortbus, Into The Wild...
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Favorite TV Shows
Twin Peaks, LOST, Will & Grace, Futurama, Queer As Folk, The Simpsons, Dexter, Rabbits, Gilmore Girls, Sailor Moon, Pushing Daisies.
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Favorite Books
Michael Cunningham: - AS HORAS - Sangue do Meu Sangue - Uma Casa no Fim do Mundo
Virginia Woolf: - As Ondas
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Favorite Quote
- Somos todos iguais, mas uns são mais iguais que outros. (O Triunfo dos Porcos)
- Hello, I love you. Won't you tell me your name? (The Doors)
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hi5 Games
André hasn't played any games recently.
Journal
"É possível morrer. Laura pensa, de súbito, como ela - como qualquer pessoa - pode fazer uma escolha dessas. É um pensamento impulsivo, vertiginoso, um pouco imaterial - anuncia-se dentro da sua cabeça, leve mas distintamente, como uma voz crepitante de uma longínqua estação de rádio. Ela podia decidir morrer. É uma tremeluzente ideia abstracta, não particularmente mórbida. É em quartos de hotel que as pessoas fazem coisas dessas, não é? É possível - talvez até provável - que alguém tenha posto fim à vida aqui, neste quarto, nesta cama. Alguém disse «Basta, não quero mais»; alguém olhou pela última vez para estas paredes brancas, este liso tecto branco. Ao ir para um hotel, ela percebe-o, deixamos para trás as particularidades da nossa própria vida e entramos numa zona neutra, num limpo quarto branco, onde morrer não parece uma coisa assim tão estranha. Podia, pensa, ser profundamente reconfortante, podia dar uma sensação de tanta liberdade: partir, simplesmente. Dizer a todos: eu não podia suportar, não fazem a mínima ideia; não queria tentar mais. Podia, pensa, haver uma terrível beleza nisso, como um campo de gelo ou um deserto ao despontar da manhã. (...) Passa a mão pelo ventre. Nunca o faria. Diz as palavras em voz alta, no quarto limpo e silencioso: «Nunca o faria.» (...) No entanto, está satisfeita por saber (pois, de algum modo, subitamente, sabe) que é possível parar de viver. Existe conforto em encarar toda a gama de opções, em considerar sem medo e sem astúcia todas as escolhas possíveis. Imagina Virginia Woolf, virginal, desiquilibrada, vencida pelas impossíveis exigências da vida e da arte; imagina-a a entrar num rio com uma pedra na algibeira. Laura continua a passar a mão pelo ventre. Seria tão simples, pensa, como alugar um quarto num hotel. Sim, seria tão simples como isso."
Michael Cunningham em "As Horas"
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